Sendo o alfa, segundo a bíblia, e surgido ao nascer Apolo, na mitologia grega, a música tornou-se um objeto ubíquo e inevitável na vida racional e irracional, superando a formalidade entre ciência e religião, e indiferentemente, marcando presença em toda e qualquer cultura e/ou ideologia.
 Sobrevivendo a diversos movimentos, históricos e literários, o cenário musical vem sendo modificado de acordo com as ideias que o musicista aproveita a partir do que o mundo o mostra, causando, talvez, uma deturpação do verdadeiro significado e sentido da música, o que gera, consequentemente, discussões, onde os extremos tentam valorizar e defender a sua visão do que é música, e, ao mesmo tempo, desvalorizar os estilos "inferiores".

 Por eu não ter competência e uma educação musical que seja o suficiente para expor meus próprios argumentos, decidi reunir opiniões alheias, onde apreciantes e musicistas expõem o seu ponto de vista do atual cenário musical, confira:


Como você vê a música no século XXI?

Gaby Chaves (Musicista) - Dinâmica, diversificada, imprevisível.  Quanto mais o tempo passa, mais misturado ficam os estilos, existe música de todos os tipos, coisa que 10 anos atrás não existia.

Samantha Jones - Eu diria que de uns anos pra cá a música vem perdendo sua essência e seu foco, que seria levar o sentimento momentâneo ao ouvinte.

Beatriz Lourenço - Bem, eu acho que a música continua sendo fonte de inspiração para muita gente, mesmo tendo pessoas dizendo que hoje em dia ela não preste. Hoje em dia a gente tem uma diversidade musical muito maior que antigamente, são novos músicos com ideias diferentes. Claro que hoje em dia tem a parte da música que apela para um lado ruim, mas se a gente procurar bem vemos que a música não está perdida e ainda temos pessoas que fazem-a de modo que ela ajuda cada um de um modo diferente.

Stefanie Schirmbeck (Holiness) - Acho que a música no século XXI está mais democrática e não mais nas mãos de grandes corporações como as gravadoras. Do aspecto econômico, a internet modificou totalmente o modo como as pessoas tem consumido a música, e o futuro de manter-se nessa indústria ainda é muito incerto.

John LeCompt [WAKE ME UP] (Evanescence; We Are The Fallen) - Minha definição de cena musical no século XXI é muito cínica e aborrecida.
Eu sinto que o download ilegal tem colocado o artista fora do negócio de fazer a verdadeira arte. Em vez disso, os artistas agora fazem qualquer coisa e tudo o que podem para saltar através das cercas das empresas para obter algum interesse e apoio. O estrago disso é que toneladas de bandas acabam ficando muito parecidas, tornando-se praticamente impossível distingui-las entre si.
Eu não posso ligar qualquer estação de rock e acho que eles só estão tocando Three Days Grace, Nickelback ou algo a ver com Maynard Janes Keenan. Eles, na verdade, são diferentes bandas com diferentes cantores, mas todos eles estão fazendo a mesma merda.A originalidade foi colocada em suporte de vida. A vantagem disso é que o termo "artista esfomeado" entra em jogo. Eventualmente, o artista vai perceber que não importa o apoio corporativo ou milhões de likes, no Facebook, ou views, no YouTube. O que importa é a arte, a música. a mensagem, o rock and Roll e o espírito humano sempre encontrar o seu caminho de volta entre si. Então, o que quero dizer é que estou ansioso para o futuro. Algo sempre surge das cinzas mais fortes e é modelado. Eu não sei quem vai ser, ou como ele vai ser, mas eu imagino que vai ter a mesma autenticidade e atitude "anarquista" que o Nirvana trouxe à cena com "o Nevermind".
Eu quero tocar a minha guitarra, então eu continuarei a fazer música do meu coração e a manterei cheia de integridade e verdade.De outro modo, não seria satisfatório.

Rocky Gray (Evanescence; We Are The Fallen) - O que eu vejo atualmente, é que não há um cenário musical.

Mizuho Lin (Semblant) - Acho que o compositor hoje tem muito mais liberdade pra criar, e isso faz com que a música seja bastante diversificada. Não tem um estilo certo e nem uma regra à seguir, tudo é permitido. Eu vejo isso como maior liberdade de expressão

Ad Sluijter (Epica) - Um monte de porcaria com alguns bons artistas.

Sol Perez (Semblant) - No seculo 20 a musica era mas na "raça", hoje em dia a tecnologia facilita muito, faz com que muito "lixo" apareça na mídia! Mas a música evoluiu muito (com certeza), há milhares de vertentes de todos os estilos!

Carlos Alberto (Produtor de eventos de Metal na Bahia) - Bom, acho que houve evolução em todos os aspectos. A música cada vez mais é tratada meramente como mercadoria, perdendo muito do seu aspecto ideológico, que era visível nos anos setenta e oitenta. Creio ser esta a principal mudança, a perda desta afinidade entre música/arte, já que nos dias de hoje se faz música, antes de tudo, para ser vendida.




Veja o vídeo, onde um grupo texano apresenta algumas das melodias mais conhecidas, em ordem cronológica :

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